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Mostrando postagens de Julho, 2016

NO DESGASTE DA PERSONALIDADE,O FINDAR DO MEDO - J.KRISHNAMURTI

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No desgaste da individualidade, o findar do medo
Se não houver contato com a vida, no efetivar da ação que implica seleção e contínuo discernimento, não haverá possibilidade de plena realização. Tal realização somente pode provir do contínuo desgaste da individualidade. Se, porém, a ação nasce do temor, esta ação lutará para amoldar-se segundo o padrão estabelecido. O medo origina-se fundamentalmente, do fato de buscardes realização e entendimento fora de vós próprios, buscando a certo Ser super-humano que vos livre da treva que vos cerca em vossas ações. Havendo medo, a todo o instante estareis vos esforçando pelo vos tornardes; o tornar-se nada mais é que a imitação originada do medo. Toda a vez que a ação provier do medo, essa ação, em vez de vos libertar, vos embaraçará cada vez mais. Verdadeira ação é a contínua eliminação, o desfazer da autoconsciência que se apercebe de separação. Se, porém, a ação provier do medo, em virtude desse medo advém a formação de seitas, de grupos estr…

A ILUSÃO DA SEPARATIVIDADE - J.KRISHNAMURTI

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A ilusão da separatividade
Vós, homens, como indivíduos, desenvolveis vossos sentidos pela luta social, pela auto-preservação e dais inicio, assim, à consciência de separação. Desde a infância que vos foi incutida a idéia de que sois uma entidade separada; e desta ilusão provem a divisão entre “vosso” e “meu”, no que pensais e no que sentis, no que possuis e em todas as cosias. Daí surge também a idéia de que vos deveis tornar algo de grande no futuro e a de que fostes já algo no passado. Um contraste contínuo. E desta consciência separada surgem – cobiça, a inveja, o ódio, o sentimento de posse, a preocupação da vaidade, as alegrias passageiras, as tristezas transitórias e os transitórios prazeres. Esta é uma civilização grosseira baseada na competição, na qual cada um trata de si, sem benevolência, sem equanimidade. É um mundo de conflito, de corrupção, de contenda, que a seu tempo conduzirá à guerra. Em virtude de tal entendimento de separatividade, o “Eu” torna-se todo poderoso; dess…

DO DESAPEGO À ILUMINAÇÃO - J.KRISHNAMURTI

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Do desapego à iluminação É este o último dia de acampamento e gostaria de fazer um resumo do que tenho estado dizendo durante os oito dias últimos e o quisera, se vos dispusésseis a me seguir com mentes esclarecidas e impessoais. É muito fácil desnaturar o que eu digo afim de o adaptar aos vossos desejos. Das perguntas que me têm sido feitas dia após dia, transparece que existe ainda em vossas mentalidades o desejo de transigir. Cada qual de vós possui um fundo de ideias de qualquer espécie —  do Cristianismo, do Hinduísmo, da Teosofia e assim por diante. Quando qualquer ideia nova ou nova experiência diante de vós é colocada, imediatamente vós a traduzis segundo os termos de vossas ideias preconcebidas sobre a verdade. Daí o haver constantes lutas de ajustamento, não para descobrir o que é verdadeiro, porém para tentar acomodar o que eu digo com aquilo que já haveis encontrado, com aquilo que para vós já foi estabelecido por outrem. Se quisésseis examinar aquilo que eu digo, se dilige…

TENDES QUE APRENDER A VOS DESAPEGAR - J.KRISHNAMURTI

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Tendes que aprender a vos desapegar O intelecto deveria atuar como ponte entre a intuição que é o alvo do pensamento e sentimento, e o mundo da ação. Tão logo como o intelecto constrói uma ponte, a função dele cessa. As palavras deveriam também servir de ponte para o entendimento. Estou me utilizando de termos vulgares com intenção muito definida, dando-lhes um novo significado.
Pergunta: Haveis dito que cada qual deveria restringir-se a si mesmo até chegar a um mínimo nos bens possuídos. Isto parece estar em conflito com tudo quanto eu tenho compreendido de vosso ensinamento. Colocar as posses sobre uma base quantitativa, desta maneira, só pode conduzir à pobreza complexa ou a interpretar a virtude espiritual em termos quantitativos. A história do Sannyasi que se apegava ao seu pano de cingir rins, isto é, ao seu mínimo, mais do que o rei ao seu palácio, isto é, o máximo, seguramente prova que a quantidade nada tem a ver com o assunto.
Krishnamurti: Não se trata de quantidade ou se há u…

A CAPACIDADE DE AMAR A TODOS SEM OLHAR NO OBJETO - J.KRISHNAMURTI

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A capacidade de amar a todos sem olhar ao objeto
Pergunta: Sinto que a maneira pela qual haveis explicado o valor da conduta no reino da emoção, está em perigo de criar a mesma espécie de desentendimento que o que se acha consubstanciado na última pergunta acerca das posses, isto é, que ele representa o amor crescendo por uma espécie de processo quantitativo. Vós nos dizeis que, comecemos por amar a uma pessoa e depois estendamos esse amor a várias pessoas, e assim por diante, até que ele abranja todo o mundo. Esta forma quantitativa parece-me fatal. Nem a multiplicação nem a divisão conduzem ao eterno.

Krishnamurti: O mundo do ser, o mundo da realidade, a verdade que é o Ego, é a consumação de todo o amor. O amor inclui todas as divisões de seus opostos — ódio, ciúmes, inveja, cobiça de posses e tudo o mais à porfia. A essa totalidade eu dou o nome de Amor. Esse Eu, essa verdade, é tudo. Uma vez que tenhais entendido isto, não traduzireis o amor como sendo conduta moral. Quando amais a…

O PURO AMOR NÃO EXIGE OBJETO - J.KRISHNAMURTI

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O puro amor não exige objeto
Pergunta: Falais muito, no presente, da pura vida, do puro ser. Uma tal concepção parece moldar-se no que é metafísico. Podeis trazer essa concepção à uma forma mais relacionada com a conduta na experiência diária?
Krishnamurti: Perfeitamente. Tomai um exemplo — continuarei a falar sobre isto amanhã. O desejo pelo conforto; isto é, o que eu chamo reação. Não é puro ser, pura vida. O conforto implica medo, acalenta o temor. Conforto, seja físico, emocional ou mental; o conforto que depende, para vosso bem estar, da pessoa de outrem; que vos faz temer a solidão; um tal desejo de conforto, é sempre reação e não é a pura exteriorização do Ser. Pura ação, puro ser, pura vida, baseado na verdade, não dependem para sua felicidade, para sua integridade, para seu êxtase, de reações emitidas por objetos fora dela mesma. Olhai para dentro de vossos próprios corações e mentes e haveis de verificar como estais emocionalmente dependendo, para vosso crescimento, de alguma …

É POSSÍVEL VIVER SEM A ESTERILIDADE DA MODERNA EXISTÊNCIA ? - J.KRISHNAMURTI

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É possível viver sem a esterilidade da moderna existência?
Para a maioria de nós, viver a existência diária, o escritório e sua insípida rotina, e as insignificantes disputas de cada dia, e as ambições, e as infindáveis tribulações da vida — é uma degradação; coisa fastidiosa e exaustiva.[...]
Para descobrir o pleno significado do viver, devemos compreender as diárias torturas de nossa complexa existência; delas não temos possibilidade de fugir. A sociedade em que vivemos precisa ser compreendida por cada um de nós  — não por um certo filósofo, instrutor ou guru; e nossa maneira de viver tem de ser transformada, mudada completamente.[...] No movimento da transformação, no movimento de operar, sem visar vantagens, uma transformação em nossa vida, há beleza; e, nessa transformação, descobriremos por nós mesmos, o inefável mistério que anda a buscada a mente de cada um de nós. Por conseguinte, o que nos deve interessar é[...] a compreensão de nossa nossa complexa e cotidiana existência, po…

A EXPERIÊNCIA É O ÚNICO MESTRE - J.KRISHNAMURTI

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A experiência é o único mestre As ideias que vos desejo apresentar não estão tolhidas pelas limitações do pensamento nacional, porque eu sustento que o pensamento e o sentimento reais não estão restritos pelo preceito nacional; eles não têm limites, nem fronteiras. Por favor não imagineis, portanto, que o que eu digo não é aplicável à América, porque aconteceu ter eu vindo do Oriente.
Deve-se ter a capacidade de pensar independentemente de todos os preconceitos nacionais, e de, por conseguinte, pelo pensamento independente criar a ação independente, pois a ação tem valor — o mero pensamento não realizado pela ação, é inútil. O pensamento, com a sua ação correspondente, produz mutações no mundo dos fenômenos, e desde que haja mudança, alteração constante, deve haver luta; dessa luta resulta o desenvolvimento, o progresso, e este é necessário ao ser.
Ora, consideremos o indivíduo como a base de um grupo, porque o indivíduo tem a mais alta importância. O grupo é composto de indivíduos, e, p…